O parlamentar também participou da manifestação realizada no último domingo (16), no Rio de Janeiro, que reuniu apoiadores do ex-presidente Bolsonaro
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O deputado estadual Diego Castro (PL-BA) comentou ontem a licença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos. Segundo Castro, a decisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi motivada por uma “perseguição implacável” do Supremo Tribunal Federal (STF) contra os conservadores.
“Eduardo Bolsonaro é mais uma vítima da perseguição implacável contra conservadores no nosso país por parte da Suprema Corte. Claro que eu não vou generalizar, mas a gente sabe muito bem que não está havendo um tratamento parcial no que tange a figuras da direita. O deputado teve uma decisão extremamente acertada em se resguardar, porque o pior seria ele estar aqui, preso, que era o risco que corria por ser filho do presidente”, declarou.
O parlamentar também participou da manifestação realizada no último domingo (16), no Rio de Janeiro, que reuniu apoiadores do ex-presidente Bolsonaro para pedir anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo Castro, o evento foi um “grito de liberdade” contra a situação jurídica do país.
“A manifestação foi mais um ato, mais um grito de liberdade que os brasileiros de bem deram em relação a todo o cenário de caos e insegurança jurídica que o nosso país está vivendo. Nossa pauta central foi anistiar os presos políticos do 8 de janeiro. Muitas pessoas pegaram penas desproporcionais. Vejam só, uma pessoa que pintou de batom a estátua corre o risco de ficar 20 anos numa cadeia, enquanto criminosos estupradores, assassinos, traficantes de alta periculosidade estão aí respondendo em liberdade”, afirmou.
Castro adiantou que novas manifestações devem ocorrer nos estados, seguindo orientação de Bolsonaro. Além disso, afirmou ter apresentado um requerimento na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia para discutir a situação jurídica dos presos e a garantia de seus direitos fundamentais.
O senador e irmão do deputado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a decisão foi “corajosa”. Já o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirma que o licenciamento foi uma “vitória” e que assim a Câmara não terá o filho de Bolsonaro como presidente da Comissão de Relações Exteriores.
Tribuna da Bahia