Medidas de apoio às empresas estão sendo articuladas para complementar o plano do governo federal e visam ajudar exportadores a enfrentar as tarifas de 50%

Foto: José Cruz / Agência Brasil
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, afirmou ontem que a entidade criará um escritório em Washington para apoio às empresas brasileiras impactadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que entraram em vigor ontem.
De acordo com ele, a agência seguirá o trabalho já realizado atualmente em parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham, na sigla em inglês). “Já temos três bases nos Estados Unidos — Miami, São Francisco e Nova York — e agora estamos estabelecendo uma nova presença em Washington, em parceria com a Amcham. Já atuamos juntos, mas, diante desse cenário desafiador, estamos fortalecendo ainda mais essa colaboração”, disse em conversa com jornalistas.
Viana afirmou que a entidade está trabalhando em um plano próprio de apoio às empresas afetadas, que deve complementar as medidas do governo federal. A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte emergencial, com foco na promoção comercial e na diversificação de mercados. “Nós fizemos isso no Rio Grande do Sul”, comentou ao lembrar das enchentes que atingiram o estado no ano passado.
O presidente da Apex também informou que há uma frente atuando para ampliar o número de exceções à nova taxação imposta pelos EUA. Setores estratégicos como carne e café estão entre os alvos das negociações. “Tem alguns que já estão fora das taxas. Estamos lutando para que mais setores fiquem de fora. Carne e café são prioridades, porque têm peso nas exportações e impacto direto nos produtores brasileiros”, destacou.
Fonte: Correio Brazilense

