Venda do dia dos pais deve crescer nas plataformas digitais

 

 

 

Com as crises econômicas provocadas pela pandemia do Covid-19 as vendas do comércio para o Dia dos Pais não devem ser animadas

Mesmo com a retomada das atividades econômicas em Salvador, o aumento do desemprego e, a perda de renda da população e o medo de relação à contaminação pelo Covid-19 são fatores podem interferir nas vendas.

O Presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia – Sindilojas, Paulo Mota, acredita que o movimento no comércio seja satisfatório.

“A nossa expectativa é de um movimento econômico relativamente satisfatório. Estamos atravessando um período de transição para a volta das atividades do varejo. Por ser uma data muito importante para o setor de produtos masculinos, preferencialmente de confecções, sapatos, meias, carteiras e cintos, vamos acreditar que teremos razoavelmente um bom movimento econômico” pontuou para a Tribuna da Bahia.

Já para o Coordenador regional da Associação Brasileira de Shopping Centers – Abrasce, Edson Piaggio, a expectativa não será das melhores.

“A expectativa nossa não pode ser muito grande porque nós estamos proibidos, segundo protocolo, de fazer qualquer promoção, qualquer ação que possa criar condições de vendas. Então, nós vamos ter um período ainda muito abaixo. As pessoas agora estão indo no shopping e não demoram. Por outro lado, estar aberto já é o primeiro passo da retomada da atividade e traz esperança que o negócio continuar vivo” disse à Tribuna da Bahia.

O setor que deverá ter um crescimento satisfatório é o e-commerce. De acordo com levantamento da ABComm (Associação Brasileira do Comércio Eletrônico), deve haver alta de 23% nas vendas, gerando faturamento de R$ 3,15 bilhões para o setor.

No início do ano, a expectativa de crescimento era de 18%, mas o valor foi ajustado devido às medidas de isolamento social impostas para conter a transmissão do coronavírus. Os 23% podem ser ainda maiores, já que a projeção considerava que o comércio estaria com menos restrições do que a situação atual.

O presidente da ABComm, Maurício Salvador, afirmou que a pandemia de coronavírus “fez com que o tempo médio de entrega aumentasse de seis para oito dias. Em São Paulo, estado que corresponde a 60% das transações do e-commerce no país, o prazo passou de quatro para seis dias”.

Tribuna da Bahia

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