Válber Carvalho lança biografia de Santa Dulce

 

 

O jornalista Válber Carvalho lança o mais completo trabalho sobre a trajetória de Irmã Dulce, agora a Santa Dulce, no próximo dia 10, no L4 Norte, do Shopping Barra, a partir das 16 horas até a hora do fechamento. O primeiro volume de ‘Além da Fé – A vida de Irmã Dulce’, com 624 páginas em quatro cadernos, oito deles ilustrados com fotografias, finalmente está pronto.

Inicialmente serão 10 mil exemplares. 1000 serão doados para as obras sociais da Santa . A obra tem o apoio da Aratu Seguro, do ex-banqueiro Ângelo Calmon de Sá, que era amigo e colaborador da santa.

O jornalista, escritor e também especialista em vídeos Válber Carvalho iniciou o trabalho , em 2013, que implicou em 513 entrevistas com gente de todos os tipos, e a consulta a mais de 12 mil documentos entre eles jornais de mais variadas épocas, o que significa ter estudado o contexto sócio cultural e econômico de todos os períodos em que a Santa viveu.

Com tanta leitura e entrevistas a realizar dividiu os entrevistados em categorias, como médicos, auxiliares, beneficiários e financistas, e leu 12 mil documentos, entre jornais e ofícios até mesmo da Alemanha e dos EUA, de onde é a congregação dela: Congregação das Irmãs missionárias da Imaculada Concepção da mãe de Deus.

“Irmã Dulce já era inclinada à caridade desde criança através de seus avós, que atendiam necessitados na porta de casa. Os mendigos sempre chamaram a atenção dela. Ainda na adolescência com 13 anos se dedicou à missão de seguir a vida religiosa. A congregação escolheu exatamente porque queria ser uma missionária”, destaca Válber.

Foram sete anos de dedicação, leitura, estudo, entrevistas, Válber conta que quanto mais lia, se impressionava, “ela era capaz de atender no mesmo dia 30 pessoas que pediam, 30 que doavam. Então eram pessoas de diversas camadas sociais e diferentes tipos. Pessoas ricas que doavam, pessoas pobres que precisavam de escola, comida, pagar uma luz, atendimento de saúde, emprego.. Ela atendia mais de 60 pessoas por dia e conseguia acordar cedo e estar sempre disposta a fazer algo pelos mais pobres.”

Mas com tanta leitura e conhecimento sobre a Santa, Válber claro, diz que também se modificou, “ a fraternidade dela era total. Melhorei nestes anos como ser humano a impressão é que irmã Dulce foi a maior e melhor alma que já desceu aqui. Ela praticava no dia a dia o que Jesus pregou. Propagava amor e fé ao povo. Foi uma santa. Um bilhete dela garantia um emprego, ela ainda sabia a quem dava emprego e quem deveria ajudar, que ficaria sempre necessitando da caridade.”

Esta é a primeira parte do Livro, que terá seu segundo volume, “minha mãe que fará 100 anos daqui uns dias logo me disse quando me viu envolto no projeto, que eu não conseguiria escrever tudo em um só livro. É muita história para contar.Neste primeiro volume conto a história de vida dela e os primeiros anos de caridade.”

Para finalizar, Válber disse que o sobrenome da santa, que se chamava no batismo Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, “já anunciava o que seria, uma ponte social entre as vidas que passaram por perto dela. Fascinante.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tribuna da Bahia

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