Socialistas reclamam de demora na base para definir candidatos

 

 

 

Os socialistas têm reclamado da demora na base do governador Rui Costa (PT) para definir os candidatos à prefeitura de Salvador. No grupo do prefeito ACM Neto (DEM), o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) foi lançado nesta semana como pré-candidato ao Palácio Thomé de Souza.

“Acho que (há demora) sim. Não minto sobre isso”, afirmou a deputada federal Lídice da Mata, que é presidente do PSB na Bahia. “Temos bons jogadores e precisamos agora definir estratégias. Acho que as nossas estratégias não podem ser dispersas, com cada um cuidando de si. Mas se entrarmos em campo unidos, organizados e com boa estratégia e com nosso técnico principal (se referindo ao governador Rui Costa) colocando seu patrimônio a serviço disso, temos condições de ganhar”, emendou, em entrevista à rádio Metrópole.

O deputado estadual Marcelo Veiga (PSB) também reclamou da demora. “Não podemos deixar que ACM Neto se perpetue na prefeitura de Salvador. A alternância de governo é fundamento da democracia, mas precisamos fazer nossa parte para não deixar o jogo com um time apenas. O governador Rui Costa tem feito um ótimo trabalho, mas precisa afinar politicamente. Não tem como a gente chegar janeiro de 2020 sem saber quem é o candidato do governo do estado. Isso atrasa muito as articulações e deixa o carlismo seguir solto na pista de corrida. É fundamental que tenhamos uma resolução rápida para o povo ter opções de escolhas”, avaliou.

Parte da base do governador acredita que o afunilamento de candidatos à prefeitura de Salvador só deve acontecer em abril após o encerramento da janela para a filiação partidária. A avaliação é de que a medida pode evitar a fuga de lideranças políticas e comunitárias de uma sigla para outra ou até mesmo para o grupo do prefeito ACM Neto.

Em conversas reservadas, presidentes de partidos disseram que, para assegurar a presença de lideranças, é preciso garantir que as legendas terão postulantes ao Palácio Thomé de Souza. Tal iniciativa, na avaliação dos caciques, amplia a chance da liderança conquistar um assento na Câmara de Vereadores. Parte do grupo de Rui considera a postura incorreta porque “prende” as pessoas na agremiação partidária. Além disso, o entendimento é de que o afunilamento só deve acontecer depois de abril para avaliar o cenário nacional. Também para analisar quais os pré-candidatos têm mais potencial eleitoral para entrar na corrida. O governador já manifestou o desejo de ter só três candidatos ao Palácio Thomé de Souza. A intenção é ter um postulante de esquerda, outro de centro-esquerda e um nome mais ligado ao campo conservador.

Tribuna da Bahia

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