Senadores baianos criticam decisão da Ford

Senadores baianos manifestaram opiniões diferentes sobre a saída da Ford na Bahia. Enquanto o senador Jaques Wagner (PT) classificou a decisão como um “reflexo natural” da situação do país, os senadores Otto Alencar (PSD) e Angelo Coronel (PSD) apontaram que a empresa recebeu incentivos e que deveria reavaliar a decisão.

“A saída da Ford do país é o reflexo natural da instabilidade institucional e falta de rumo que o Brasil atravessa num contexto agravado pela pandemia. Mas o foco agora deve estar em buscar uma solução para que milhares de famílias baianas e brasileiras não fiquem desamparadas. Mais uma vez, as empresas operam na lógica do ‘farinha pouca, meu lucro primeiro’ num cenário de absoluto desamparo do setor industrial brasileiro.‬ Com a taxa de desemprego do país aumentando cada vez mais, essa notícia nos traz ainda mais preocupação, principalmente para o Nordeste”, declarou o petista.

“Aqui na Bahia, o governo estadual já trabalha para minimizar os efeitos provocados pelo fechamento da fábrica em Camaçari. Criamos um grupo de trabalho, com a participação da FIEB, que atuará com o objetivo de atrair uma nova empresa da indústria automotiva para o nosso estado. A falta de providências do governo federal diante da fuga de empresas internacionais e da destruição do mercado interno é muito sintomática. Mais uma evidência de que estamos ficando de fora da corrida global por mobilidade e deixando de ser um país que desenvolve tecnologias”, completou Wagner.

Já para Otto Alencar, “a Ford na Bahia teve doação de terreno, isenções fiscais federais e estaduais, equalização das taxas de juros e empréstimos de longo prazo”. “A Ford prática capitalismo selvagem. Não merece respeito”, criticou

Angelo Coronel, por sua vez, afirmou que “é inadmissível a Ford anunciar que vai deixar o Brasil depois de décadas de isenção de impostos e benefícios concedidos por vários governos”. “Nesse momento de crise, precisamos nos unir para que milhares de trabalhadores não percam seus empregos dessa forma”.

Outros senadores também comentaram. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou a atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes. “As reformas trabalhista e da Previdência deram os resultados que tinham que dar: desemprego e aumento da desigualdade. Não melhorou nossa economia! Tudo isso aliado à política econômica irresponsável e à falta de credibilidade mundial de Guedes e Bolsonaro, são fatores determinantes para empresas como a Ford deixarem de atuar no país. Uma tragédia em larga escala!”, disse. Por meio de nota, o Ministério da Economia afirmou que lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tribuna da Bahia

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