Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de Cairu e IFBAIANO promovem curso sobre criação de abelha sem ferrão

Nos dias 10, 11 e 21 de abril, os alunos IV Semestre da disciplina de Projeto Integrador II do Curso Técnico de Meio Ambiente do IFBAIANO – Campus Valença em parceria com a Prefeitura de Cairu, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (SEDES) promoveu na comunidade Quilombola de Torrinhas o curso de Criação de Abelha sem Ferrão (Uruçu) com carga de 16 horas. 

De acordo com a Secretária de Desenvolvimento Sustentável Fabiana Pacheco, a criação de abelha sem ferrão é ecologicamente correta, pois, as abelhas são parte integrante do nosso ecossistema e da biodiversidade mundial, atuando diretamente no trabalho de polinização das árvores e criar abelhas significa atuar em sua preservação. “Ela é Economicamente viável, pois o mel produzido pelas abelhas nativas é diferenciado e tem mercado garantido. E socialmente justo, pois o beneficiário será a população de Torrinhas que por tradição e vocação já criam estas abelhas.” frisou a secretária.

Segundo a Profª Dra. Patrícia Santos, professora do IFBAIANO campus Valença, responsável pela orientação do curso, a disciplina Projeto Integrador fomenta uma visão crítica e integrada dos conhecimentos, buscando constante inovação, criatividade, adaptação e identificação de oportunidades e alternativas. “Este modelo de integração de conhecimentos permite o desenvolvimento de competências a partir da aprendizagem pessoal e não somente do ensino unilateral” destacou a professora.

Para Fábio Napomuceno, aluno do IFBAIANO, morador da Comunidade de Torrinhas, fomentador da iniciativa do curso na comunidade e que compartilhou alguns dos conhecimentos práticos na criação de abelha aprendidos com seus ancestrais, o curso trás uma oportunidade de renda complementar ao quilombo e fortalece a cultura e as tradições locais. “A criação de abelha sem ferrão, promove o empoderamento dos jovens da comunidade, a valorização das tradições e cultura quilombola, além de gerar uma renda extra para a comunidade”, ressaltou Nepomuceno.     

As aulas teóricas contaram com informações a cerca das abelhas sem ferrão, incluindo a diversidade e biologia; a importância de criá-las; as principais técnicas de manejo, instalação e povoamento naturais e o uso comercial de abelhas na polinização e desenvolvimento da logomarca para comercialização do mel. As aulas práticas abordaram a diversidade e biologia de abelhas; captura e transferência de enxames (equipamentos, utensílios e organização da atividade), confecção de caixas de madeira, manejo para produção, métodos de coleta do mel, dentre outras.

 

ASCOM

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