Rui elogia tom da reunião com Bolsonaro e volta a pedir união

 

 

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), elogiou, ontem, o tom do encontro com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e voltou a pedir a união de todos para enfrentar o coronavírus. Para o petista, a reunião virtual foi “rápida, mas positiva”.

“O desejo dos 27 governadores é que o Brasil busque a união. A união de todos, do Congresso Nacional representado (na reunião) pelo presidente do Senado (Davi Alcolumbre – DEM) e da Câmara (Rodrigo Maia – DEM), dos governadores, dos prefeitos com o governo federal. Esse não é o momento de guerra, de disputa política, partidária. Ou mesmo eleitoral mesmo estando em ano eleitoral. E a reunião saiu com essa sinalização (de união). Eu espero que se mantenha nos próximos dias até o fim dessa pandemia. Que possamos estabelecer estratégias comuns, articuladas como outras nações do mundo. Vários países do mundo estão buscando uma ação, estratégia de nação, de país para enfrentar essa pandemia. E é isso que esperamos também aqui. Que tenhamos uma estratégia unificada de país para enfrentar esse momento difícil”, declarou, em entrevista à CNN Brasil após o encontro.

Rui não falou durante a reunião. Somente os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que representaram todos os gestores estaduais. No encontro, o presidente anunciou que irá sancionar o pacote de socorro financeiro aos estados e municípios, estimado em R$ 125 bilhões, com quatro vetos. Um deles é ao trecho que abre brecha para algumas categorias do funcionalismo recebam novos reajustes.

O governador baiano afirmou que os recursos ajudarão os estados e os municípios, já que tem ocorrido uma queda “astronômica” das receitas. “Isso ajudará a chegar até dezembro mantendo os serviços essenciais, como segurança pública, educação, saúde para o atendimento da população. O desejo unânime dos 27 governadores é ter esse diálogo permanente daqui para frente”, pontuou.

O governador baiano se posicionou a favor de não haver aumento para os servidores. “Não está na programação nossa qualquer tipo de reajuste para servidor. A Bahia não fará reajuste. Não há condições financeiras, em um momento de colapso de arrecadação, elevar a despesa de pessoal. Vamos procurar manter o equilíbrio fiscal do estado e reprogramar as ações dentro desses recursos fazendo com o que após esse ponto crítico retome a atividade econômica”, declarou.

O chefe do Palácio de Ondina voltou a criticar o protocolo do Ministério da Saúde que permite o uso da cloroquina em pacientes em estágio inicial de contágio do coronavírus. O protocolo adotado antes pela pasta previa o uso da droga somente por pacientes graves e críticos. “Na Bahia, não vamos mudar nenhum protocolo. Até porque aqui, político não é para passar receita médica. Político não é para definir quando o paciente deve ou não ser entubado, se deve ser feito este ou aquele procedimento. Quem define isso é quem estudou medicina. Aqui eu tenho dito e repito que é cada macaco no seu galho”, ressaltou.

Ao lado de Bolsonaro na reunião, Maia disse que o plano de ajuda aos estados e municípios irá, num primeiro momento, garantir a estrutura para combater a covid-19. Já Davi Alcolumbre pediu união. “Chegou a hora de darmos as mãos, de levantarmos a bandeira branca, estamos vivendo um momento excepcional, um momento de guerra. e numa guerra todos perdem”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tribuna da Bahia

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