Resumo: entenda toda a confusão que aconteceu no Ba-Vi

O torcedor mais distraído ou que não conseguiu assistir ao primeiro Ba-Vi do ano certamente levará um susto ao abrir os sites e páginas de jornal nesta segunda-feira (19). O jogo tinha tudo para ser mais um clássico comum, em uma tarde de domingo (18), no Barradão, mas o campo de futebol virou campo de guerra e tudo começou a desandar. Quer entender melhor? A gente explica.

O dia do jogo, que marcava o retorno das duas torcidas ao estádio após seis partidas, começou com uma confusão na Baixa dos Sapateiras, em um confronto que treze torcedores do Vitória fossem presos. Doze deles estavam com a camisa da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI).

No estádio, o clima era de tranquilidade. Com 90% da carga de ingressos para os rubro-negros e 10% para tricolores, as torcidas fizeram suas festas e os jogadores se abraçaram no círculo central do campo, fazendo um pedido por um Ba-Vi da paz.

A bola rolou e o jogo estava empolgante. Aos 33 minutos, Denilson abriu o placar e fez 1×0, placar que durou até o intervalo. No retorno para o segundo tempo, Uillian Correia meteu a mão na bola aos 4 minutos e o árbitro marcou pênalti. O meia Vinícius cobrou e fez sua tradicional dancinha.

O jogador tem o hábito de comemorar assim, mas fez o gesto do créu em direção à torcida do Leão, o que não agradou nem um pouco ao goleiro Fernando Miguel, que partiu em disparada em direção ao jogador tricolor para tirar satisfação, já que Vinícius também apontou o dedo para a torcida rubro-negra e disse: “eu sou p…”. Após isso, o tumulto estava formado. Fernando Miguel segurava o jogador pela camisa quando Kanu chegou e deu dois murros em Vinícius, partindo o supercílio do atleta, que também foi agredido com socos de Denilson e Rhayner.

Aparentemente sem esperar a reação dos companheiros, o goleiro tentou acalmar os ânimos, sem sucesso.

Com a confusão generalizada no gramado, também teve Edson dando chutes por trás em Kanu, que não revidou. Mas Rhayner não gostou e deu um soco em Edson, que descontou com uma muqueta em Bryan, que não tinha nada a ver com a história. Foi bizarro. Vergonhoso, mesmo.

Mais tumulto e fim de jogo
Foram 15 minutos de paralisação, até que a situação fosse controlada. Ao todo, Kanu, Rhayner e Denilson foram expulsos pelo lado rubro-negro, enquanto Vinícius, Lucas Fonseca, Edson e Rodrigo Becão, levaram o vermelho pelo lado tricolor. Fernando Miguel, Yago e o goleiro reserva do Bahia, Anderson, foram advertidos com cartões amarelos.

Pensa que o tumulto acabou? Então senta que lá vem mais confusão. Depois de 12 minutos com a bola rolando, Uillian Correia, que já tinha amarelo, fez falta dura em Zé Rafael e entrou para o time dos expulsos. Sem querer dar continuidade ao jogo com apenas sete atletas em campo, o zagueiro Bruno, que também estava amarelado, forçou uma expulsão e acabou o Ba-Vi antes da hora.

iBahia

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