Remédios e planos de saúde puxam a inflação oficial em abril, diz IBGE

Os remédios e planos de saúde foram os principais responsáveis pela aceleração da inflação no mês de abril, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em geral, os preços de produtos e serviços no país subiram 0,22% no mês passado, acima dos 0,09% registrados em março. Com isso, nos últimos 12 meses encerrados em abril, a inflação oficial acumula 2,76%.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a inflação acelerou de 0,14% para 0,22%. Considerando o período entre janeiro e abril de 2018, a inflação acumula 0,92% — o menor nível para o intervalo desde o início do Plano Real.

O grupo de saúde e cuidados pessoais registrou aumento de 0,91% nos preços. Os produtos farmacêuticos ficaram 1,52% mais caros, com destaque para a alta dos preços dos analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios e hormônios.

Já os planos de saúde encareceram, em média, 1% para o brasileiro só no mês passado.

Bolso pesado

Depois de saúde e cuidados pessoais, os grupos que registraram os maiores aumentos de preços foram vestuário (0,62%) e artigos de residência (0,22%).

Segundo o IBGE, a aceleração da inflação para o grupo de Habitação foi impulsionada pelos reajustes da energia elétrica em cinco das 13 regiões pesquisadas — Rio de Janeiro (3,94%), Campo Grande (9,69%), Porto Alegre (3,47%) , Salvador (3,09%) e Fortaleza (3,34%).

Inflação por regiões

A cidade de Campo Grande (MS) foi a que mais sofreu com a aceleração da inflação em abril. A variação neste local foi de 0,73%. Porto Alegre (RS) e Brasília (DF) aparecem empatadas em segundo lugar, com variação de 0,40%. Em Goiânia, os preços de produtos e serviços foram na contramão do país e recuaram, em média, 0,18% no mês passado.

 

R7

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