Procedimento para embranquecer órgão sexual causa polêmica

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Um procedimento estético que promete embranquecer o pênis e a vagina se popularizou na Tailândia e causou polêmica com as autoridades locais. Em vários países da Ásia, as peles de tons mais escuros são atribuídas a trabalhadores pobres — o que suscitou o avanço da indústria de beleza sobre técnicas que alteram a tonalidade de partes do corpo. Desta vez, o Hospital Lelux anunciou o processo para órgãos sexuais, que viralizou e recebeu críticas até do Ministério da Saúde do país.

O ministro tailandês emitiu um comunicado no qual ressaltava o risco de efeitos colaterais — como dor e problemas sexuais — e destacava o quão desnecessário é embranquecer o pênis e a vagina. Já internautas se dividiram entre os que não entendiam o porquê do processo, os que valorizaram a opção e os que enxergaram na técnica um reforço na histórica discriminação da cor da pele.

Um paciente contou à “BBC Tailândia” que decidiu passar pelo que chamou de “tratamento” para “se sentir mais confiante”. Em dois meses, ele diz ter notado uma “mudança significativa” na cor do órgão. Cinco sessões custam o equivalente a R$ 2,1 mil.

O anúncio no Facebook foi compartilhado mais de 19 mil vezes em dois dias. Segundo o hospital, um laser ataca a melanina da pele e propicia o seu embranquecimento. Nas imagens divulgadas, os internautas puderam ver o antes e o depois do suposto tratamento.

O gerente de marketing do Hospital Lelux, Popol Tansakul, contou à rede que o serviço de embranquecer vagina foi implementado há quatro meses. Foi aí que pacientes questionaram sobre a opção do mesmo procedimento para pênis, que entrou no circuito no mês seguinte.

Apesar da polêmica e das críticas, o hospital sustenta que tem média de 20 a 30 pacientes por mês, desejosos de mudar a cor da pele dos órgãos sexuais. Muitos deles viajam de Myanmar, do Camboja e de Hong Kong à procura da técnica. O Lelux diz que 50% de seus atendimentos são de pacientes que querem embranquecer partes do corpo. Mas o procedimento deixou as autoridades da Saúde tailandesa em alerta: o ministério destaca os possíveis efeitos colaterais, como dor, inflamação e problemas no sistema reprodutivo e nas relações sexuais.

Em um país cujas prateleiras de mercado estão lotadas de produtos para embranquecer a pele, a tendência é vista como mais um capítulo da histórica discriminação. A pele mais branca é atribuída a quem não faz parte da classe trabalhadora, que se sustenta da labuta nos campos e nas ruas. Anúncios de mercadorias do tipo já foram alvos de críticas de racismo por relacionar o sucesso e a beleza à pele branca.

iBahia

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