“O povo cansou de político mentiroso”, diz ex-pugilista

 

 

 

 

 

Consagrado por ser tetracampeão mundial em duas categorias diferentes de boxe, Popó já tem um vasto currículo político e garante: “Não tenho ficha suja”. Sobre a passagem pelo PDT, o ex-pugilista não tem papas na língua: “Estive no PDT e foi a maior decepção que tive na minha vida naquele partido. Nunca vi tanta gente mentirosa. Tanta gente, não. Nunca vi um presidente tão mentiroso dentro de um partido, como Félix [Mendonça] Júnior. Não sei nem como ele está. Acredito que nas próximas eleições ele não consiga mais, não [se reeleger]. O povo cansou de político mentiroso nesse país. O cara, como presidente do partido, me prometeu um suporte do partido para que eu pudesse fazer uma campanha boa. Não tive suporte do partido. E aí diminuiu os votos, porque as pessoas querem ver resultados, querem ver o político na rua, os projetos e tudo mais. Nem isso a gente tinha. A gente vai aprendendo, infelizmente”, reclama.

Ele também alega que teve um mandato parlamentar com baixa visibilidade e faz uma crítica ferrenha ao prefeito ACM Neto. “O Popó deputado enviou R$ 44 milhões de emendas para a Bahia, coisa que muita gente não sabe. Só para Salvador, para ACM Neto, foram quase R$ 7 milhões para esporte e lazer. Montei um projeto para Neto em 3D, as academias embaixo de viaduto, mandei verba para isso, mas infelizmente as prioridades de Neto eram outras”, afirma.

“Fora os projetos de lei que apresentei, as comissões que fui presidente e vice. Lutei muito em várias coisas, no âmbito esportivo… Coisas que as pessoas não sabem, porque a mídia, quando você é político, não tem tanto interesse em mostrar. A mídia tem interesse, e você sabe disso, em mostrar o lado negativo – um com R$ 52 milhões dentro do prédio e outro com R$ 500 mil no meio da rua, o lado negativo da política que é mais mostrado do que as coisas boas que os políticos fazem”, continua.

Ele ainda ressalta: “Tenho potencial e um pouco experiência no lado social e cultural. Temos uma cultura muito grande em Salvador, que é o esporte. Salvador é a capital do boxe e não tem um Centro Olímpico, não tem nada. Você vê outros estados… Tem um busto meu de três metros em Santos, em um ginásio, mas aqui em Salvador nunca tive homenagem. E sempre divulguei nas minhas lutas em outros estados, que sou da Bahia. No auge da minha carreira fui patrocinado pelo Governo de Goiás. Nunca reclamei isso com a Bahia, com ninguém, nada disso. Sempre procurei fazer o meu trabalho e ajudar a minha família, ter meus trabalhos sociais”.

Tribuna da Bahia

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