Insatisfeito, Centrão atrasa PEC da Previdência

Ribeiro será relator da PEC do Orçamento Impositivo

“Quem tem maioria faz a pauta” – ensinou o líder do PP, deputado Arthur Lira (PP/AL), ao jovem presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PSL/PR), nesta quinta-feira. Lira e colegas do PP, PR, PRB e Solidariedade dão mais uma demonstração de força ao Planalto ao exigirem inversão de pauta na CCJ para que a comissão aprecie primeiro a PEC 34, que determina obrigatoriedade na execução de emendas parlamentares. Um relator teve de ser escolhido a toque de caixa: Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O deputado e ex-ministro, que integra a comitiva de Rodrigo Maia (DEM/RJ) aos Estados Unidos, foi consultado pelo telefone e aceitou a missão, com o aval do presidente da Câmara. Retornará ao Brasil no domingo e já na segunda-feira apresentará parecer favorável à admissibilidade da emenda do Orçamento Impositivo. Sem garantia de votos e sem base parlamentar sólida, líderes do Planalto, todos do PSL, devem aceitar o adiamento da votação da admissibilidade da PEC 6, da Previdência, para depois da Páscoa, como defende a oposição.

Por trás da insatisfação das legendas médias do Centrão está a paralisia na execução do orçamento e a falta de pagamento de programas como o Minha Casa Minha Vida. “Ninguém faz mais nada! O país está parado!”, reclama um dos líderes da rebelião na CCJ. “Deve haver algo por trás disso. Só pode ser intencional, essa paralisia. Vou denunciá-la a partir da semana que vem” – declara o deputado, que responsabiliza o ministro da Economia, Paulo Guedes, pela interrupção do pagamento , que estaria sendo usada como forma de pressão sob o Congresso.

 

 

R7

 

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