Guedes tem ‘ideias lunáticas’ e repete receita do governo Pinochet, diz ex-executivo do FMI

 

 

Economista, ex-diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo Brasil e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, Paulo Nogueira Batista Jr. classificou as ideias da equipe econômica do governo Bolsonaro, capitaneada pelo ministro Paulo Guedes, como “lunáticas”. A junção dessa característica com a crise mundial provocada pelo coronavírus, segundo ele, deve afundar a economia do país. 

“Nesse segundo trimestre vai ser uma queda brutal [da economia]. No conceito mais amplo do desemprego, já temos 25% no trimestre encerrado em abril. Qualquer governo teria dificuldades. Esse desafio do coronavírus se soma com uma equipe econômica com ideias lunáticas. Equipe da escola de Chicago dos anos 70. Você lembra o chile, essa ideologia era do governo Pinochet. Tem características que só pode ser implementadas em um governo ditatorial. Veja onde fomos cair”, afirmou, durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole. 

A escola econômica de Chicago, adotada por Guedes, representa para Nogueira Batista um pensamento reacionário. Ele ressalta ainda que, em 70 anos, o “Posto Ipiranga” do governo federal não teve nenhuma experiência na vida pública. 

“Bolsonaro escolheu um ministro que agrada ao mercado, mas que é fundamentalista. O Guedes além disso não teve nenhuma experiência de administração da vida pública, beirando 70 anos. Chega para Brasília com ideologia radical, sem experiência nenhuma. Ele propagava que o fundamental eram reformas estruturais, começando pela Previdência. Estávamos nessa toada quando veio a porrada. Crescemos pouco em 2019, em 2020 a perspectiva era medíocre. A primeira reação da área econômica ao coronavírus foi inacreditável. A equipe disse que a melhor vacina era prosseguir com as reformas”, lembra. 

 Paulo Nogueira Batista Jr. vê o Brasil em um momento delicado da sua história, onde somam-se problemas e o que ele chamou de “pior presidente e o pior governo”. “Passamos por muitas coisas nessas décadas, nada de remotamente comparado com o que estamos vivendo hoje. Temos a combinação infeliz da maior crise da história brasileira, com o pior presidente, o pior governo, essa combinação tem o efeito destrutivo. O que me impressiona é a incapacidade, misturado com as ideias perniciosas que esse governo divulga. O Brasil nunca foi tão desmoralizado no mundo. O desemprego deu um salto. É um governo que não tem uma área da vida pública brasileira que não esteja sendo destruída por essa governo. A educação, cultura, economia. Tudo. A soberania nacional. Temos hoje um governo que se enrola na bandeira nacional para rastejar pelos Estados Unidos. Equipe ministerial incrivelmente despreparada, junto com um presidente incrivelmente despreparado”, classificou. 

 

 

 

 

 

Metro1

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