Guedes substitui Marinho pelo general Ramos no Conselho Fiscal do Sesc

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tirou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, do Conselho Fiscal do Serviço Social do Comércio (Sesc). A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (15), duas semanas depois de os ministros voltarem a se estranhar por conta do teto de gastos.

A portaria de Guedes não explica o motivo da dispensa, mas já designa o substituto de Marinho na “função de membro titular, representante do Ministério da Economia, junto ao Conselho Fiscal do Sesc”. O escolhido foi o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luis Eduardo Ramos, que passou a ser visto mais vezes ao lado de Guedes nas últimas semanas, ao longo das negociações sobre a fonte de financiamentos do Renda Cidadã.

O Conselho Fiscal do Sesc é o “órgão da Administração Nacional responsável pela fiscalização financeira e pelo controle interno” da instituição, que pertence ao Sistema S. O órgão tem representantes do governo, do comércio e dos trabalhadores e tem reuniões regulares. A participação nessas reuniões acarreta o pagamento de uma gratificação para os representantes do governo federal, deixando, muitas vezes, o salário dos ministros que integram o conselho acima do teto do funcionalismo público.

Atrito

Marinho estava no Conselho Fiscal do Sesc desde que era secretário de Previdência do Ministério da Economia. Porém, nos últimos meses, entrou em atrito com Guedes. Os ministros entraram em rota de colisão quando teve início as discussões sobre a construção de um plano de investimentos públicos – o Pró-Brasil, que, para Marinho, pode contribuir com a retomada econômica, mas, para Guedes, ameaça o teto de gastos. E, recentemente, voltaram a se estranhar por conta do impasse sobre a fonte de recursos do Renda Cidadã.

No início do mês, comentou-se que Marinho teria criticado Guedes em uma reunião com o mercado financeiro. O ministro do Desenvolvimento Regional negou as críticas. O titular da Economia também disse que não acreditava no boato, mas disparou: “Se falou, já pode saber, é despreparado, desleal e confirmou que é um fura-teto”.

Tribuna da Bahia

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