FGC poderá ter limite de cobertura de R$ 1 milhão por investidor

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) poderá mudar suas regras de cobertura e criar um limite de R$ 1 milhão por investidor, apurou o G1. As mudanças já foram aprovadas em assembleia pelo FGC, mas ainda dependem de um aval do Conselho Monetário Nacional (CMN).

A previsão é que a decisão do CMN seja divulgada na próxima quinta-feira (21). O CMN é um órgão que define algumas regras do sistema financeira nacional, como a política de moeda e crédito. Ele é formado pelo ministro da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.

O FGC é uma associação sem fins lucrativos criada pelos bancos nos anos 90 para proteger os investidores de eventuais riscos financeiros, como a falência de bancos. O FGC dá garantia para aplicações financeiras que dependem da credibilidade do emissor, como CDB (certificado de depósitos bancários), LCI (letra de crédito imobiliário) e LCA (letra de crédito do agronegócio).

Pela regra atual, o FGC cobre até R$ 250 mil por banco e por CPF. Não há um limite apenas por CPF.

A mudança prevê um limite de R$ 1 milhão por CPF, válido por 4 anos. O G1 apurou que essa mudança só valerá para recursos aplicados após a alteração da regra.

O que muda na prática

Hoje um investidor pode investir um total de R$ 2 milhões em CDBs de 8 bancos diferentes e estará coberto pelo FGC. Se a mudança for adiante, esse mesmo investidor terá apenas R$ 1 milhão resguardado pelo FGC. O restante ele pode perder se os bancos quebrarem em um período de 4 anos.

G1

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