‘Faltou à Ford dizer a verdade: eles querem subsídios’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro lamentou ontem o desemprego causado a cerca de 5000 empregados da Ford, que encerrou a fabricação de automóveis no Brasil. No entanto, segundo o chefe do Executivo, faltou a empresa dizer a “verdade”: que queria subsídios para continuar no país. O presidente disse ainda que em um ambiente de negócio, quando não se tem lucro, fecha. A declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

“Você vê. A Ford anunciou a saída do Brasil. O que a imprensa faz? A capa do Globo, né: “Falta de ambiente de negócio faz Ford sair do Brasil”. Há três anos a Ford anunciou que não ia mais produzir carro de passeio nos EUA. E a falta de ambiente de negócio na verdade, eles tiveram subsídios nossos nos últimos anos de R$ 20 bilhões. Queriam renovar subsídios para fazer carros brasileiros. Agora tem a concorrência também aí, chinesa, entre outros. Então saiu uma que num ambiente de negócio, quando você não tem lucro, você fecha. Assim é na casa nossa”, apontou.

Bolsonaro emendou lamentando os empregos perdidos e reiterou que a empresa não disse a verdade.

“Lamento os cinco mil empregos perdidos. Mas o que a Ford quer? Faltou a Ford dizer a verdade. Querem subsídios. Vocês querem que continuem dando R$ 20 bilhões para eles, como fizeram nos últimos anos? Dinheiro de vocês, do imposto de vocês para fabricar carro aqui? Não. Perdeu para a concorrência. Lamento”, completou.

 A justificativa da empresa é a reestruturação na América do Sul, “à medida que a pandemia de covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”. A companhia manterá o Centro de Desenvolvimento de Produtos, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e a sede regional, em São Paulo.

Ainda ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão se disse surpreso com o anúncio do fim da produção no país. “Não é uma notícia boa, né? Acho que a Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil. Me surpreende essa decisão que foi tomada aí pela empresa. Uma empresa que está no Brasil há praticamente 100 anos, desde 1921. Acho que ela poderia ter retardado isso aí mais, e aguardado, até porque o nosso mercado consumidor é muito maior do que outros aí”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tribuna da Bahia

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