Elmar Nascimento nega que DEM deixou Centrão por “atrito”

O deputado federal Elmar Nascimento (DEM) negou, ontem, que o seu partido deixou o Centrão na Câmara por causa de atritos com outras legendas. “Regimentalmente, a Câmara nos impõe que, no início de todo ano, a gente faça um bloco para definir a participação na Comissão Mista de Orçamento. Por causa da quantidade de partidos, nenhum tem direito de indicar sozinho o seu representante. Esse bloco serviu para isso. O PSDB já saiu, o PSL e o Republicanos também, mas não teve essa repercussão. Houve um ruído na condução do plenário com o Fundeb e foi interpretado pela imprensa que a saída do grupo poderia ter sido motivada por um atrito, mas nada disso aconteceu”, declarou, em entrevista à rádio Metrópole.

Elmar também rechaçou a ideia de que o DEM integre o “Centrão”, e afirmou que a saída do bloco não vai mudar as posições tomadas pela legenda no Congresso. “O Centrão foi um grupo de partidos políticos que não tem viés ideológico e deu sustentação a todos os governos. O DEM não se inclui nisso, porque fizemos oposição durante todo o governo do PT. Agora, nós apoiamos o governo de Michel Temer e hoje nós damos sustentação à gestão de Jair Bolsonaro em tudo que diz respeito às políticas liberais”, afirmou. “Vamos continuar a tocar a agenda econômica”, acrescentou.

Sucessão

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se manifestou ontem sobre a saída do DEM e do MDB do bloco que reúne partidos Centrão na Casa. O parlamentar disse que o “desfazimento” do grupo é natural e “segue um padrão estabelecido pela prática congressual”. “Nada tem a ver com a eleição para a Mesa Diretora em 2021”, afirmou em nota.

Maia disse “que a formação e desfazimento dos blocos no início de cada sessão legislativa é prática reiterada na Câmara dos Deputados”, e que não teria relação com divergências internas entre as siglas. O presidente da Casa afirmou que o bloco foi formado para a Comissão Mista de Orçamento (CMO), quando todo começo de ano partidos buscam se alinhar para conseguir uma melhor representatividade na comissão.

“Os blocos formados com esse propósito duram, em geral, até a publicação da composição da CMO e sua instalação. Como, em razão da pandemia, as Comissões ainda não se reuniram, a existência do bloco acabou se prolongando”, ressaltou. O bloco é formado hoje pelo PL, PP, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante, e foi formalizado no ano passado para a formação da CMO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tribuna da Bahia

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