Edição Especial é o novo álbum de Adelmário Coelho

 

Leva e Experimentar pra Quê?, onde deixa uma mensagem contra as drogas. “Não vejo sentido na popularidade se não pudermos levar uma mensagem positiva, então, essa é a oportunidade de lembrar às pessoas que existe um mundo fora dessa ilusão tão destrutiva oferecida pelas drogas”, diz o artista. Essa canção, inclusive, foi gravada no estúdio de Carlinhos Brown, a Ilha dos Sapos, e contou com a participação especialíssima de um coral formado com crianças da própria comunidade. 

Raízes
A aposta no futuro precisa reconhecer a importância daqueles que vieram antes e, por isso mesmo, Adelmário escolheu homenagear o compositor e cantor baiano Waldeck Artur de Macedo, mais conhecido como Gordurinha, apelido que recebeu quando trabalhava na Rádio Sociedade da Bahia e que era uma ironia a sua magreza. Entre as canções mais conhecidas estão “Chiclete com Banana”, “Súplica Cearense”, “Baiano Burro Nasce Morto”, “Vendedor de Caranguejo”. Algumas dessas canções tiveram ainda maior sucesso após a sua morte, com regravações por nomes como Gilberto Gil, Fagner e o Rappa. Já o pernambucano José Domingos de Morais, o Dominguinhos, afilhado artístico de Luiz Gonzaga, também é lembrado no novo trabalho. Adelmário, inclusive, já se apresentou ao lado desse grande expoente da MPB e da cultura nordestina, durante o lançamento do seu primeiro DVD, em Salvador.
A defesa da cultura nordestina é uma bandeira defendida por esse artista, especialmente no São João. “Nenhum artista chega ao sucesso por acaso, por trás desse reconhecimento tem muito trabalho, mas é importante que os gestores públicos percebam que a satisfação política pode ser dada em diversos momentos do ano. O São João é a maior festa nordestina. A música do Sâo João é o forró”, defende. Para ele, um tanto de equilíbrio na grade de atrações permite dar oportunidade a todos e atender à população. Coelho cita cidades como Cruz das Almas, Senhor do Bonfim e Santo Antônio que vêm mantendo as tradições.

 

 

Parceria antiga 
Na verdade, essa é a segunda vez que o Forrozeiro do Brasil lança álbum em parceria com o Correio. O primeiro lançamento ocorreu em maio de 2012. Naquela época, o jornal e o CD se esgotaram em apenas duas horas. “É uma alegria para mim voltar a apresentar um novo trabalho dentro dessa parceria”, completa o cantor na tural de Curaçá.
O lançamento de um álbum e sua agenda lotada de shows fechados desde o ano passado não limitam os planos dele para esse ano e o forrozeiro pretende realizar a segunda edição do projeto Somos o Forró, com o também forrozeiro Flávio José, além da gravação do terceiro DVD da carreira.
 “Sempre achei que o lançamento de um DVD não poderia ser um registro qualquer e agora estou me sentindo maduro para apresentar um produto especial para a nação forrozeira”, diz Adelmário Coelho. 
O primeiro DVD da carreira do Forrozeiro do Brasil foi lançado na Concha. O segundo foi gravado na capital sergipana, durante o Forrócaju. “Ainda estamos escolhendo o local, mas posso garantir que será um espaço especial, onde além do registro, possamos oferecer um espetáculo de qualidade para nossos fãs”, completa. 

A trajetória de um típico nordestino

 

Natural de Barro Vermelho, distrito de Curaçá, na Bahia, localizado a 468 quilômetros de Salvador, Adelmário Coelho possui uma história de vida bem singular. Antes de conhecer o sucesso, o baiano trabalhou no Pólo Petroquímico de Camaçari e foi motorista de táxi. 
A primeira música gravada foi uma homenagem à sua terra natal: “Barro Vermelho e sua realidade”. Sem apoio ou patrocínio, em 1994, gravou em Caruaru(PE), um disco experimental de vinil com a canção de sua autoria e outras do compositor Onildo Almeida, conhecido como “No Balanço do forró”.
O destino sorriria para o cantor no ano seguinte, com o lançamento do álbum “Não fale mal do meu país”, que alavancou a carreira do artista com a música tema. As portas para o sucesso foram abertas por um acidente com o carro que transportava três mil cópias de seu disco em Eunápolis, sul da Bahia. A carga saqueada foi copiada e vendida e, dessa forma, houve uma distribuição impensada. 
 Sucesso
Em pouco tempo, Adelmário Coelho ganhava a fama de forrozeiro do Brasil e suas canções alcançavam rádios e o reconhecimento da mídia.  Em 2000, o disco  “Adelmario Coelho Ao Vivo conquistava o segundo lugar entre os CDs mais vendidos na Bahia. Em seguida, o álbum “Adelmario Coelho Acústico – Visita ao Trio Nordestino 1” vendeu mais de 300 mil cópias, ocupando o 24º lugar entre os discos mais vendidos no Brasil.
Sempre preocupado com questões sociais, o cantor já participou de campanhas em prol de instituições como os hospitais Aristides Maltez e Martagão Gesteira e o Núcleo de Apoio ao Combate do Câncer Infantil(NACCI), Hemoba e Ministério da Saúde. A trajetória de vida do cantor rendeu, em 2012, um livro Adelmario Coelho e a Cultura Nordestina. Sua luta pelas tradições regionais também gerou um álbum em homenagem rei do baião, Abrindo o Baú de Luiz Gonzaga, onde gravou as 20 canções menos conhecidas do velho Lua. Atualmente, além da sua carreira artística, Adelmário mantém, junto com a família, a Produtora Grupo Coelho Entretenimento.

Junto com a família, Adelmário Coelho – além de conduzir a carreira –  comanda a Produtora Grupo Coelho Entretenimento.

Correio

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