Brasil deve ter 36 mil casos de câncer de intestino

Dentre tantas cores que setembro tem, uma delas é o verde. O período serve para alertar sobre o câncer de intestino. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer(INCA), cerca de 70% dos pacientes diagnosticados com a doença têm mais de 50 anos de idade.Esse tipo de câncer, é o terceiro mais comum em homens no mundo e o segundo em mulheres. De acordo com último levantamento do Instituto, no Brasil, são estimados 36.360 casos, sendo 17.380 em homens e 18.980 em mulheres.

Este tipo de câncer abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso, chamada cólon, no reto e ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver a doença são:excesso de peso corporal e alimentação não saudável.

De acordo com o Diretor do Núcleo de Coloproctologia do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR)Ramon Mendes, a doença é tratável. “Na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso”, ressalta.

Segundo Ramon Mendes, como em alguns casos o câncer de cólon e reto não apresenta sintomas, é recomendado fazer o rastreamento através do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos ou já aos 35 anos, caso haja histórico familiar ou comportamento de risco. “Quando há sintomas, os mais comuns são diarreia frequente, constipação, mudança no ritmo intestinal e no formato das fezes, presença de muco e sangue nas fezes, dor abdominal, anemia e perda inexplicada de peso. Daí a importância do diagnóstico precoce”, frisa.

Ramon Mendes fala, ainda, dos principais sinais e sintomas sugestivos deste câncer que são: sangramento nas fezes, massa (tumoração) abdominal, dor abdominal, perda de peso com anemia e mudança de hábito intestinal. “Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias”.

Tratamento

De acordo com o diretor, o único tratamento que cura o câncer de cólon e reto é o cirúrgico. Nos casos do câncer de cólon, o tratamento consiste em retirar o tumor, os vasos que nutrem o tumor e os linfonodos na raiz dos vasos (mesentério). Nos casos de câncer do reto, os principais tratamentos são a ressecção do mesorreto, envolvendo ou não os músculos do assoalho pélvico. “Em alguns casos, pode ser feita a quimioterapia e radioterapia pré-operatória, para reduzir o tamanho da massa tumoral e assegurar a preservação do esfíncter, poupando o paciente da chamada colostomia definitiva” lembra.

O câncer colorretal pode ser operado por via laparoscópica, que é uma forma minimamente invasiva. “Cada vez mais, porém, percebemos que a cirurgia robótica se apresenta como a opção com o maior número de benefícios associados no tratamento do câncer intestinal”, frisou Ramon Mendes.

A primeira cirurgia robótica para tratamento de câncer de intestino na Bahia foi realizada pela equipe do cirurgião coloproctologista Carlos Ramon Mendes. A indicação da técnica para o tratamento desse tipo de tumor, também conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal, tem sido recorrente nos locais que contam com o robô há mais tempo. 

Sobretudo em situações de maior complexidade, como nos pacientes obesos e com sobrepeso e nos tumores do reto, o robô traz vantagens como a preservação dos nervos genitais e urinários. As únicas plataformas robóticas existentes no estado chegaram à Bahia este ano – a primeira no Hospital Santa Izabel (HSI) e a segunda no São Rafael (HSR).

Tribuna da Bahia

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