Baianos pagaram mais caro pela cesta básica em 2019

 

 

 

 

O brasileiro pagou mais caro pelos produtos que compõem a cesta básica. O preço subiu em todas as capitais. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2019, Salvador registrou a cesta básica 4,85% mais cara, graças a 7 dentre os 12 produtos pesquisados, que acumularam alta de preço no ano.

Segundo o Dieese, em 12 meses, as altas foram registradas nos preços médios do feijão (64,74%), da carne bovina (16,20%), da banana (8,04%), do pão (7,76%),do óleo de soja (6,35%), do açúcar (5,85%) e do leite (0,74%). As quedas dos preços médios foram registradas no tomate (-28,86%), no café (-6,02%), na farinha de mandioca (-5,50%), na manteiga(-2,01%) e no arroz (-1,25%).

Em dezembro, as altas registradas deram destaque para o feijão (15,69%) e a carne bovina (13,08%). As demais altas dos preços médios, em Salvador, foram da farinha de mandioca (4,44%), do tomate (2,96%), do óleo de soja (1,85%), do leite (1,23%) e do pão (0,41%). Já o arroz (-1,61%), a manteiga (-0,64%), o açúcar (-0,46%), a banana (-0,29%) e o café (-0,19%) tiveram recuo de preço médio no mês.

Somente no mês de dezembro do ano passado, a cesta básica na capital baiana registrou aumento de5,58%, em relação a novembro e passou a custar R$ 360,51. Apesar desta alta, Salvador continua registrando a posição de 2ª cesta com o custo mais baixo dentre as capitais pesquisadas, ficando atrás apenas de Aracaju.

O órgão explica que o trabalhador soteropolitano remunerado pelo salário mínimo comprometeu 79 horas e 28 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais em dezembro. Em novembro, a jornada foi de 75 horas e 16 minutos. Em dezembro de 2018, o tempo comprometido também era menor, de79 horas e 17 minutos.

O Dieese observou que 16 das 17 capitais onde realizou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as altas mais expressivas, nos 12 meses de 2019, foram registradas em Vitória (23,64%), Goiânia (16,94%), Recife (15,63%) e Natal (12,41%). A menor variação positiva ocorreu em

Salvador (4,85%). Aracaju foi a única capital onde o acumulado em 12 meses foi negativo (-1,89%).

No mês de dezembro de 2019, o valor da cesta subiu em todas as cidades, com destaque para Goiânia (13,64%), Rio de Janeiro (13,51%) e Belo Horizonte (13,04%). O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado no Rio de Janeiro (R$ 516,91), seguido por Florianópolis(R$ 511,70) e São Paulo (R$ 506,50). Os menores valores médios da cesta foram observados em Aracaju (R$ 351,97), Salvador (R$ 360,51) e João Pessoa (R$ 373,56).

Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a do Rio de Janeiro, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde,educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O órgão estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em dezembro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.342,57 ou 4,35 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.021,39, ou 4,03vezes o piso vigente. Em dezembro de 2018, o salário mínimo necessário havia sido de R$ 3.960,57,ou 4,15 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 954,00.

Tribuna da Bahia

Os comentários estão fechados.