A saúde do presidente e a reforma da Previdência

TEMER DEIXA HOSPITAL EM OUTUBRO: Presidente retirou sonda urinária por conta de infecção / REUTERS/Nacho Doce

O presidente Michel Temer volta nesta quarta-feira a bater ponto no Palácio do Planalto. As recomendações médicas dizem que o peemedebista necessita de repouso total enquanto trata uma infecção urinária descoberta no dia 31 de dezembro, mas governistas não querem perder o ritmo nas articulações da reforma da Previdência. As avaliações médicas serão diárias para impedir nova recaída.

É consenso entre auxiliares que a infecção urinária foi resultado de desrespeito às orientações médicas no fim do ano, após um procedimento de desobstrução da uretra. Foi a terceira vez que Temer passou pelo hospital desde o fim de outubro, quando foi internado em Brasília com desconforto na próstata. Um mês depois, o presidente passou por uma angioplastia para desobstrução de artérias coronárias. Em seguida, passou pela desobstrução da uretra e teve uma sonda instalada para remoção da urina. No fim de dezembro, a febre e a infecção urinária o impediram de viajar no réveillon, que passaria na restinga da Marambaia, no Rio.

Ontem, Temer ensaiou uma desacelerada ao despachar do Palácio do Jaburu, recebendo os ministros Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e caminhar pelos jardins da residência. O presidente sancionou ontem a Lei Orçamentária Anual (LOA), publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.

Os médicos esperam melhora do presidente para que nos próximos dias seja realizada uma avaliação mais completa no Hospital Sírio-Libanês, com o urologista Miguel Srougi. Além da continuidade das pautas prioritárias do ajuste fiscal, a grande dúvida é se o presidente estará apto a comparecer ao Fórum Econômico Mundial de Davos, que acontece este mês na Suíça. Boa parte dos desconfortos acontece justamente nas viagens. Por causa dos problemas de saúde, contudo, Temer cancelou duas viagens oficiais, uma para o Sudeste Asiático e outra para Alagoas.

 

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